Viajei
seis meses pela Grécia. Às vezes pensava que cada família grega tinha uma ilha
particular para o verão. Devem existir lá milhares de ilhas e por isso os
gregos navegaram desde sempre. O horizonte é redondo, parece ter fim, mas quando
você veleja aparece sempre mais uma nova ilha no horizonte...
Então os gregos concluíram que a terra toda deveria ser redonda, uma bola. Isso faz mais de dois mil anos. Eles mediram a distância até o horizonte, e deste jeito calculavam a circunferência da terra.
Então os gregos concluíram que a terra toda deveria ser redonda, uma bola. Isso faz mais de dois mil anos. Eles mediram a distância até o horizonte, e deste jeito calculavam a circunferência da terra.
Usavam
apenas os passos das suas pernas para medir, mas o resultado estava quase certo:
30.000 km em vez de 40.000. Por isso Cristóvão Colombo se atreveu a viajar para
a Índia pela direção contrária. Ele achava que estava muito mais perto. Graças
a Deus achou as Américas no meio do caminho, em vez de se perder no mar!
Então
muitos gregos da época de Jesus já sabiam que a terra era uma bola, e conheciam
também o tamanho desta bola, pelo menos mais ou menos. Eles calculavam até as
órbitas destes planetas com grande precisão. Pensava-se que a terra era o
centro do universo, o que é aparentemente lógico, porque parece mesmo que o céu
gira a redor da terra.
Ainda
hoje dizemos que o sol nasce e se põe, porque temos a impressão que ele gira ao
redor da terra. No século dois Ptolomeu fez um plano muito exato do sistema
solar e dos planetas que valeu por mais de 1600 anos. Havia algumas
irregularidades nesse sistema, mas os cientistas tentaram inventar teorias para
explicar isso.
Tudo
que as pessoas sabiam foi escrito a mão em papiros, pergaminhos, tábuas de
barro, pedra, madeira, cera etc. Para ler você ia à biblioteca e pegava um rolo
destes, ou um livro. Havia os escribas, mão de obra especializada e cara que
copiava estes textos letra por letra. Então um livro era resultado de muitos dias
e semanas de trabalho, feito por um especialista e custava muito, muito
dinheiro.
Você
tinha que viajar muito longe para achar um livro, por exemplo, uma cópia dos
trabalhos de Ptolomeu. Só os mais ricos ou a Igreja podiam comprar algo como uma
bíblia. Então o conhecimento era muito limitado a uma pequena classe rica e à Igreja
que conservava estes livros, por exemplo, nos mosteiros. Apenas poucas
universidades em cidades ricas e os mosteiros tinham bibliotecas.
Sempre
tinha sido assim, desde séculos e milênios. As pessoas tiveram que memorizar
muito, porque papel era caro. Era comum para os jovens judeus memorizar os
primeiros livros da bíblia. Mas um dia aconteceu uma grande revolução...
Naquele
dia tudo, tudo isto mudou para sempre. Começou a era da informação! Um alemão
inventou a impressora. Em vez de demorar meses para copiar uma bíblia você
imprimia milhares no mesmo tempo. Os
preços baixaram, todo mundo que tinha um pouquinho de dinheiro podia comprar um
livro. De repente milhões de pessoas começaram a ler livros!
Uma
revolução foi desencadeada! Começou um intercâmbio de informação parecido com a
invenção da internet hoje. Pessoas que não estavam satisfeitas com a Igreja
começaram a brigar, porque eles mesmos podiam ler o que estava escrito na
bíblia. Podiam escrever livros e vender estes livros em toda Europa e espalhar
suas ideias.
E
mais uma vez uma maçã causou grandes problemas. Ela caiu, e alguém se perguntou
por que. Descobriram que existe uma força dentro da terra que puxa tudo para embaixo!
A gravidade. Então é por isso que a lua gira a redor da terra e não some, a
gravidade a segura. Mas o sol? Deveria
ser muito pequeno para girar a redor da terra, mas é gigante. De repente todo
fez sentido. A terra e o resto dos planetas gira entorno do sol. O sol era o
centro de nosso sistema solar.
Agora
ficava claro porque o plano de Ptolomeu não funcionava perfeitamente, o centro de
tudo não era a terra. Newton, Galileu, Copérnico e outros descobriram mais um
monte de novidades no céu. A notícia se espalhou rápido por meio dos livros
deles. Era a coisa mais revolucionária quando disseram que a terra não era o
centro do sistema solar, mas o sol. Era totalmente diferente daquilo que era
ensinado por séculos.
Na
época a Igreja Católica se considerava dona da verdade, porque a maioria das
pesquisas e do ensino foi feita pela Igreja, igual hoje nas universidades. E
eles decidiam o que cabia no currículo, o que não deveria ser incluído. Neste
caso proibiram o ensinamento desta teoria. Galileu foi então proibido de divulgá-la ou
ensiná-la. A verdade demorou mais um pouquinho para ser aceita nas faculdades
da época.
Hoje em dia temos a
mesma situação. Faz poucos anos que começamos a usar a informática e
descobrimos que o DNA contém um programa. Todo programador sabe que um programa
não acontece do nada, mas que foi criado. Tantas teorias que tentam corrigir os
erros de Darwin não prestam mais.
Hoje em dia, quem
acredita na teoria da criação está na lista das seitas perigosas do governo
francês, junto com militantes islâmicos. É considerado uma ameaça pública. O ensino
de criacionismo está proibido nos EEUU, e ridicularizado na maioria das
faculdades neste mundo.
De novo trata-se de
uma questão de fé e não de ciência. A ideia de um criador inteligente não pode
ser comprovada, mas não existe outra explicação lógica para a existência dos
programas no DNA. A ideia de que a terra gira em torno do sol desafiou a teoria
aceita na época. A ideia que DNA foi programado por alguém desafia a teoria
aceita desde Charles Darwin. E os donos da verdade de hoje se defendem com o
mesmo fervor religioso que seus antepassados há 500 anos!
Numa peça de teatro
sobre Galileu ele convida seus críticos a olhar pelo telescópio para ver o que
ele descobriu. Eles se recusam dizendo,
já sabemos que estamos certo e você está errado! Não mudou nada, quem não
acredita na teoria padrão é herege e proibido de ensinar o que descobriu. A
única diferença é que na época a fé em Deus era padrão e hoje o ateísmo é
padrão nas faculdades.
Lembra-se de crianças
pequenas que cobrem com as mãos os olhos achando que você não pode vê-las! A ideia é que o que você não vê não existe. Existe
sim, mas não na cabeça desta pessoa. Não podemos ver a altura da atmosfera,
então a enchemos com gás carbônico como se fosse sem fim. Mas infelizmente o ar
acaba em poucos quilômetros. Então enchemos esta preciosa atmosfera com CO2 da fumaça
do petróleo e não vamos parar até que o planeta esteja destruído.
Quase ninguém está
consciente do que tem lá encima. Não pensamos que a terra tem uma altura
limitada. Estamos programados para pensar apenas em duas dimensões. Os mares já
estão cheios de gás carbônico, não conseguem absorver mais. Mas não somos nem
peixes nem pássaros, então não importam estas dimensões, não dá para perceber.
Também não dá para ver
as letras no DNA, não é como uma revista ou um livro. Se alguém pudesse ver,
perceberia que é muito mais complexo que qualquer obra humana jamais escrita. Mas
os olhos não vêm isso, então o coração não sente aquela sensação que você sente
quando você descobre algo incrivelmente excepcional e lindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário