Quando
era criança brincávamos de um jogo chamado “sussurros chineses”. No Brasil
chama-se “telefone sem fio”. Uma criança fala algo bem baixinho no ouvido da outra,
a próxima faz a mesma coisa com a criança no lado e assim por diante. No final
a última criança diz o que ela ouviu e depois a primeira fala o que era a
mensagem original. Muito engraçado, porque muitas vezes a mensagem final não tem
nada ver com a original.
Dizem
que o mesmo aconteceu com a Bíblia...
Foi copiada tantas vezes que a mensagem mudou totalmente. É mesmo, hoje em dia existem milhares de cópias diferentes. Por exemplo, Jesus disse que certo demônio não sai sem oração. Em outra versão ele disse que não sai sem oração e jejum. Existem mesmo versões diferentes, mas além deste fato neste texto mencionado acima, as diferenças são mínimas. Muitas vezes em vez de “ele” o escrivão colocou um “Jesus”, apenas porque ele queria usar um trecho fora do contexto e precisava-se saber de quem se trata.
Foi copiada tantas vezes que a mensagem mudou totalmente. É mesmo, hoje em dia existem milhares de cópias diferentes. Por exemplo, Jesus disse que certo demônio não sai sem oração. Em outra versão ele disse que não sai sem oração e jejum. Existem mesmo versões diferentes, mas além deste fato neste texto mencionado acima, as diferenças são mínimas. Muitas vezes em vez de “ele” o escrivão colocou um “Jesus”, apenas porque ele queria usar um trecho fora do contexto e precisava-se saber de quem se trata.
O
pior são os pontos e vírgulas. Existem milhares de versões diferentes. Mas são
apenas vírgulas e pontos, todas estas diferenças são tão mínimas que não vale a
pena discutir sobre elas. O conteúdo é idêntico e há um motivo muito simples
para isso. A Bíblia não foi copiada com um telefone chinês sem fio, mas com
papel e tinta. E aquele jogo do telefone sem fio não tem a mínima graça se em
vez de sussurrar você pega um lápis e copia a mensagem da criança anterior num
papel. Sai sempre igual.
Mesmo
se o original fosse contado por um professor em frente da turma. Toda criança escreveria
algo um pouquinho diferente. Mas ainda, ficaria facílimo saber qual era a
história original. É por isso que a “Bíblia dos sussurros chineses sem fio” não
existe. É uma invenção, uma ideia totalmente errônea. Quem diz isso não sabe
muito de história. Copiar escrituras era um trabalho de especialistas com uma
ótima formação. Era como copiar um DVD ou um arquivo de computador.
Apesar
dos originais não variarem muito, existem traduções um pouquinho diferentes sim,
às vezes o original permite duas interpretações. Há textos que dizem que não
adianta acordar cedo e trabalhar até muito tarde e ficar preocupado o tempo
todo, porque Deus está suprindo para seus amigos quando eles estão dormindo.
Sou alemão e gosto muito desta tradução de Martim Lutero, porque combina melhor
com meu jeito de pensar.
Gosto
de descansar e meditar sobre Deus depois do trabalho e espero que Ele faça a
sua parte, enquanto descanso nos seus braços. Acho uma ideia linda, que ele nos
ama, ainda quando cometemos erros e talvez não fazemos o nosso melhor. Porém, outras
traduções começam iguais, mas depois chegam à conclusão que Deus dá um bom sono
para seus amigos. Talvez essa outra versão esteja mais certa. Tentei as duas
versões, e ambos funcionavam para mim. Seja que ele dá “no” sono, seja que ele
da “o” sono. No dia que chegarmos ao céu vamos saber isso.
Algumas
coisas na Bíblia são mesmo um pouquinho difíceis para entender, mas neste caso
não vejo um grande problema. Normalmente a Bíblia tem uma linha bem clara e não
se contradiz muito. Em português você deveria amar seu “próximo”, em inglês seu
“vizinho”. Não é tão diferente. O verdadeiro problema começa quando Jesus diz
que deveríamos também amar nossos “inimigos”. É muito, muito claro, não existem
traduções diferentes. Entretanto, de repente tudo fica muito difícil, porque
frequentemente o vizinho e o inimigo são a mesma pessoa. O problema com a
Bíblia não são as coisas que não entendemos. O problema são as coisas que
entendemos.
Tantas
coisas são totalmente claras, mas nós simplesmente não queremos entender nada. Tem
questões muito mais difíceis do que o “o” ou o “no” quando dormimos. Milhões de
cristãos rezam todo dia dizendo “perdoe nossos pecados, assim como nós
perdoamos nossos devedores”. Mas será que eles querem mesmo que Deus os perdoe
do mesmo jeito como eles perdoam os outros? Ou seja, será mesmo que Deus quer
que perdoemos aquela pessoa que nos magoou, para alcançar o perdão de Deus? Facílimo
para entender, dificílimo para fazer.
Lembro
da piada de alguém que rouba uma caixa de som numa loja. O policial o viu na
rua e disse, “você roubou uma caixa de
som.” O homem respondeu, “que caixa
de som?” O policial responde, “olha no que você tem na sua mão!” O ladrão
olhou para a caixa e disse, “que susto,
de onde vem isso?”
Será
que Deus quer mesmo que nos preocupemos tanto com aquilo que não entendemos, ou
será que ele quer que meditemos mais naquilo que entendemos?
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