Deus e a Fada dos Dentes


Os americanos têm uma linda tradição: quando uma criança perde um dente, coloca o dente embaixo do travesseiro e dorme. O dente some, e no dia seguinte há dinheiro em vez dele embaixo do travesseiro.  Os pais então dizem que foi a Fada dos Dentes que fez isso.

Mais tarde a criança aprende que era o pai, e não a fada. Mas importa mesmo quem fez isso? Dentes simplesmente não se transformam em dinheiro...
É impossível.  Foi “alguém” que fez isso. Alguém entrou no quarto, alguém pegou o dente e colocou a moeda.

 O mesmo acontece com os presentes embaixo da árvore de Natal. Eles não aparecem do “nada”. Nem o universo. Igualmente os milagres na bíblia. Segundo as leis da ciência os mortos não voltam a viver, água não pode virar vinho, virgens não ficam grávidas sem homens, o tempo não para e ninguém pode caminhar sobre a água.

Algo parecido aconteceu com uma amiga minha. Ela ganhava muitos presentes do seu filho. As coisas simplesmente apareciam, quase do nada, porque o filho não tinha vontade de trabalhar. Ele preferia estar sentado o dia todo em frente ao computador. “Por acaso” ao mesmo tempo, uma apresentadora de TV muito famosa percebeu que havia muitas compras com o cartão de crédito dela. Ela não acreditava que a Fada dos Dentes tivesse feito algo tão malvado e avisou a polícia. A polícia também não acreditava na Fada dos Dentes e começou investigar.

Procuraram por pistas e rastrearam a origem das compras. Um dia minha amiga nos procurou desesperada. Algo terrível teria acontecido. Teve que deixar tudo e viajar para ajudar seu filho que estava preso. Agora todo mundo sabia porque ele tinha ficado tantos dias na internet, sozinho trancado no seu quarto.
Outro exemplo é uma rede de supermercados na minha cidade. A Receita Federal descobriu que eles estavam recebendo mais dinheiro com cartões do que eles tinham declarado. 

Parecia com Jesus quando ele tornou água em vinho. Era impossível, sim. Mas ninguém acreditava num milagre. Em vez disso os agentes começaram a pesquisar. Acharam que alguém tinha feito um programa tipo “caixa dois” e adicionado ao sistema financeiro da empresa. Azar da empresa, ninguém acreditou que o programa aconteceu por acaso sozinho. Multaram a empresa.

Seja que falte dinheiro, seja que falte uma explicação lógica da origem da vida, melhor fazer uma pesquisa criminalista! Onde tem uma pista? Existem digitais? Cabelos? Alguém esqueceu algo no lugar do crime? Um cientista honesto vai começar procurar pistas e vai achar bastante pistas que levam a um criador inteligente.

Um bom exemplo é o ateu mais famoso da sua época, Anthony Flew. Passou a vida escrevendo livros e artigos contra a existência de Deus. Ele se converteu no final da sua vida. Disse que seus livros estavam todos errados. Perguntaram por quê. Ele disse apenas uma palavra: “DNA”. Era a pista para ele. Simplesmente não conseguiu acreditar que programas tão incrivelmente complexos aconteceram por acaso.

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