A simples matemática da impossibilidade


“Meu gato está muito morto, 10 vezes mais morto do que o gato do vizinho! Meu último gato também morreu, mas ele não estava tão morto como este. Poxa, nunca vi um gato tão morto como esse.”

Você não precisa ser professor de filosofia para entender que isso é pura besteira. Morto é morto. Mais morto não pode ser...
Impossível é impossível, graças a Deus existem coisas claras e absolutas neste mundo e a ciência descobre cada vez mais.

Por exemplo, sabemos que a partir de zero grau água congela. Talvez não seja tão, tão exato, depende da altura e da pressão, mas sabemos que é mais ou menos zero grau. Na geladeira a água fica fria, no congelador ela congela, é tão simples. Gelo é gelo, não importa se a temperatura é de 10 graus negativos ou de 100.

Conhecemos o cumprimento das nossas tripas, acho que são sete metros, sabemos quanto cabe nelas, mais ou menos um trilhão de micróbios. Sabemos também qual é o diâmetro do universo, uns 58 anos luz e o número das moléculas nele, um dez com muitos zeros.

O mesmo vale para a probabilidade. A probabilidade de morrer de câncer é de um em tantos mil. A possibilidade de morrer num acidente de avião é um em tantos milhões. Dá para calcular. Pode-se calcular a probabilidade de estar num acidente de avião no mesmo momento em que está morrendo de câncer, com uma comissária de bordo que nasceu no mesmo dia que você e ainda tem sete filhotes de Pitbull com mesmo nome que seus filhotes de gato. Mas essa probabilidade é muito, muito pequena.

Igual o número onde água começa a congelar existe um número onde a começa a impossibilidade. Acho que algo é praticamente impossível quando a probabilidade cai a um em 10.000.000.000.000.000. 000.000.000.000.000. 000.000. 000.000. 000.000. 000.000.000. 000. 000.000. 000.000.000. 000.000.000. 000.000. 000.000. 000.000.000. 000.000. 000. 000.000. 000.000. 000.000.000. 000.000.000. 000.0000. Trata-se de um dez com 150 zeros. Um trilhão a mais ou menos não faz muita diferença num caso destes, o que importa é que existe mesmo um número mundialmente aceito pelos cientistas para algo que não é possível.

Digamos uma mãe tem dois filhos, Zé e Maria. Ela quer segurar os dois. Tem duas possibilidades. Zé na mão esquerda e Maria na direita, ou Maria na esquerda e Zé na direita. Se tiver três crianças fica um pouquinho mais complicado, mas não existem 50 possibilidades. Nosso universo tem apenas tantas moléculas, então as possibilidades são limitadas. A pirâmide dá para calcular de cabeça, e o resto com computador. O que importa é que se pode calcular mesmo. Precisa-se apenas de uma calculadora.

O esquema da pirâmide não funciona, porque tem um número limitado de idiotas no mundo dispostos a investir o dinheiro nela. O mesmo acontece com os aminoácidos e o número de moléculas no universo, ou com os alunos de uma escola. Existe apenas um número tal. Digamos que numa escola exista uma turma de 35 alunos. A chance de um moleque encontrar o mesmo outro moleque duas vezes em seguida na porta da sala de aula é teoricamente de um em 34.

A chance de encontrar o mesmo moleque 15 vezes em seguida é ainda menor, a não ser que eles viajem juntos no mesmo ônibus, então não é mais por acaso. Mas a possibilidade de que sete turmas de moleques se encontrem sete vezes seguidas por acaso no portão da escola todo ano de novo na primeira segunda feira do fevereiro simplesmente não existe. Seria algo planejado.
Um bom professor de matemática poderia calcular o número com muitos zeros para essa possibilidade, tipo um com 87 zeros. Mas só porque este número existe não quer dizer que ele faça sentido. “Não sei como pagar meu aluguel de R$ 500, mas gostaria de comprar uma Ferrari de 500.000”. Não importa quantos zeros, impossível é impossível.

Também é impossível que setenta milhões de moléculas no universo formem sete milhões de turmas que se encontram por acaso sete milhões de vezes num Portão de Queijo Mineiro, que foi formado por acaso no decorrer de sete bilhões de anos. Pode calcular sim, e chegar num número com muitos zeros. Mas para que? Não seria melhor reconhecer que a probabilidade é zero?
Richard Dawkins disse que a “informação no DNA se parece demais com um programa de uma máquina”. É óbvio. A informação no DNA está escrito com quatro “letras”. O conteúdo do DNA de um micróbio “simples” tem x seqüências de quatro letras. Como já disse, se isso estivesse escrito num papel seria do tamanho de aqui até a lua.

 Vamos pensar na possibilidade que quatro letras se juntarem bilhões de vezes por acaso para formar um programa que dirige a construção de uma máquina. Esta máquina se construiria sozinha, baseada neste programa. Uma vez pronta, ela começaria a trabalhar. Essa máquina precisaria de combustíveis e lubrificantes extremamente sofisticados. Milagrosamente os procuraria, os acharia e se abasteceria sozinha.

Quando estiver com problemas essa máquina se diagnosticaria sozinha. Ela estaria programada para procurar o material para consertar as partes quebradas e depois se repararia sozinha. E o melhor de tudo, seu programa dela ainda conseguiria instrui-la a produzir novas maquininhas do mesmo tipo que depois aumentariam o seu tamanho sozinho procurando as partes que precisam para isso.
Um progr
ama assim existe mesmo: no DNA de cada ser vivo. São como esta máquina. E estas células e seres vivos fazem coisas ainda muito mais maravilhosas do que neste exemplo simples. Mas será que este programa se juntou sozinho por acaso?

Hoje em dia pode-se calcular a possibilidade para isso ter acontecido. Devido a número limitado de moléculas no universo o cálculo mostra que é impossível. Mas parece que isso não importa. Pessoas da turma de Heidemann sempre vão acreditar que tudo aconteceu por acaso, apesar de tudo. Eles não querem fazer este cálculo, porque eles buscam apenas provas do que seja possível.

Como não têm prova nenhuma eles inventam teorias. E quando estas teorias não prestam mais eles inventam teorias novas. Mas até hoje nunca conseguiram sair do mundo das teorias e começar a comprovar algo. Estão obcecados pelos resultados que eles querem encontrar.

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