O evangelho segundo João


O evangelho segundo João
Gostei muito daquela entrevista com a secretária de Hitler. Ela contou como era, o que aconteceu e também explicou como era o caráter dessa pessoa, falou sobre as conclusões dela depois de tanto contato com o ditador. Acabei de ler a biografia do médico de Mao Tsé Tung. Ele tinha convivido 22 anos com o “camarada-chefe”...

Começou escrever suas memórias com 70 anos de idade, 23 anos depois da morte de Mao. No seu livro ele conta o que aconteceu na época, tão detalhado que não cabe dúvida de sua veracidade. Mas, o autor também chega a muitas conclusões sobre o caráter de Mao e da história da China. Quando li o livro simplesmente entendi como tudo era naquela época.

João faz algo muito parecido. Era já velho quando escreveu sua versão. Só que ele tinha muito mais tempo para refletir sobre tudo que ele tinha visto e ouvido. Ele entendeu mais do que os outros. Ele é o verdadeiro “Judas Tomas” que vê “mensagens secretas”. Entretanto, estas mensagens não contradizem nada do que Jesus disse nos outros evangelhos. Pelo contrário. Eles completam a história. Sua ideia que “Deus é amor” combina perfeitamente, mas é uma doutrina totalmente diferente de qualquer coisa jamais escrita antes.

A propósito, a ideia de Jesus que Deus é como um “papai no céu” também contradiz qualquer outra religião. João escreveu muitas coisas sensacionais, diferentes de qualquer outra doutrina. Que Jesus não veio para nos julgar, mas para nos salvar.  Que não precisamos fazer nada para sermos salvos, apenas aceitá-Lo, apenas crer Nele e apenas chegar a Ele. São ideias totalmente contrárias a tudo o que o mundo diz, contrárias àquilo que as outras religiões dizem, contrárias a muitas filosofias e contrárias à lógica materialista deste mundo. 

João é diferente dos outros autores, ele captou bem melhor a essência de tudo. Não cabe dúvida nenhuma de que ele é autêntico. Se você quer ler algo bem diferente recomendo ler o texto dele.

O Evangelho segundo Mateus, Marcos e Lucas
Estes textos foram escritos de uma forma científica, jornalista. Os pesquisadores entraram nas vilas, juntavam as pessoas e as deixavam contar. Os testemunhos se corrigiam dentro do grupo durante a entrevista. Depois os pesquisadores comparavam o que tinham ouvido com os relatos de outros grupos. Estes evangelhos são de fato não o trabalho de um homem só, mas resultam de pesquisas profissionais feitas com as ferramentas da época. Não é a opinião de uma pessoa, como alguns supostos evangelhos.

Os outros textos não foram incluídos na bíblia porque na época todo mundo sabia que não eram autênticos. Hoje é óbvio que a expressão “cara, tô nem ai, pô” não seria de Fernando Henrique Cardoso. Mas daqui a 2000 anos será bem mais difícil distinguir isso! Não foi uma manobra da Igreja para excluir doutrinas indesejáveis. Era simplesmente muito mais fácil saber o que era autêntico e o que não era.

O que todos estes textos sensacionalistas têm em comum é que eles estão puxando seu próprio interesse. O mesmo acontece hoje, alguns jornalistas querem apenas aparecer. “Mãe cuida fielmente dos seus filhos, professor faz seu trabalho direitinho, médico atende todo dia tentando ajudar seus pacientes” não é uma notícia interessante. Para ser uma notícia chamativa a mãe tem que jogar o bebê pela janela, o professor tem que ligar para a polícia reclamando da qualidade da cocaína que comprou e o médico tem que desligar os aparelhos para liberar as camas na UTI.

Infelizmente esta é a agenda daqueles que publicam artigos sobre supostos evangelhos.  As “reality shows” de hoje tem cada vez menos a ver com a realidade. Os apresentadores usam pessoas que fazem os papéis que atraem os telespectadores. Para aumentar as vendas de um jornal usa-se “modificar as imagens um pouquinho para ajudar os leitores a entender a verdade melhor”, como o famoso falsificador e darwinista alemão disse.

Só que ele não queria apenas aumentar as vendas. Ele estava super-dimensionando sua própria doutrina com ajuda de imagens manipuladas. Parecido com um evangelho gay, escrito no século 20 por motivos óbvios. Demorou pouco, para se comprovar que era invenção. Mas a ideia é sempre a mesma, desde Judas Tomas e da autora do texto da Maria Madalena ao inventar “novas” palavras de Jesus para comprovar suas ideias.

Alguém disse que se você não consegue ser famoso tem que matar uma pessoa famosa. Têm muitos que não gostam do simples evangelho de Jesus, então eles tentam destruir a fé nele, criando confusão.  Como o jornalismo moderno, que se importa cada vez menos com a verdade e quer apenas ser show, entretenimento, sensação e vendas. Eles gostam de pegar qualquer texto que combine com suas ideias. Não importa se é autêntico ou não.

Os quatro evangelhos na bíblia são autênticos. Talvez pareçam bregas, depois de tanto tempo, mas estes textos são sensacionais. As coisas que Jesus disse neles são totalmente fora de comum. Nunca vi algo mais revolucionário e diferente do que estas palavras. Jesus não era um controverso fundador de uma religião. Não era um grande mestre. Ele era ou totalmente louco, ou verdadeiro.
Quem vai dizer a um condenado a morte “estarás logo no paraíso comigo”, ou coisas tão sensacionais como “bem aventurados não são aqueles que têm muitos bens e poder, mas aqueles pobres de espírito! Não aqueles que mandam, mas aqueles que são oprimidos!”

Evangelho significa “a boa notícia de que o reino do céu chegou ao seu alcance” e isso é tão sensacional como dizer “chegaram extraterrestres e vão levar você se quiser”. Evangelho significa que aqueles que não aguentam mais a injustiça deste mundo terão uma linda surpresa. Que Deus vai dar um final feliz a toda esta confusão na terra. Que Jesus foi preparar um lugar no céu para você. Isso é muito mais doido do que qualquer texto jamais escrito, a maior sensação da história. Pode apenas ser repetido, mas nada poderá superar as palavras de Jesus!


Conclusão

Não há nada novo nestas ideias de que Deus não existe, que a vida não tem sentido, que o mundo é mal, que temos que fazer tudo certo para ter uma vida melhor, que o fundador de uma religião estava casado ou até gay. É diferente sim do que lemos na bíblia, mas não é nada excepcional no mundo em que vivemos.

Tudo isso reflete apenas o pensamento da nossa época. O que chama atenção nos evangelhos é sua doutrina revolucionária, totalmente contrária ao pensamento deste mundo. O que Jesus disse é simplesmente sensacional.
Já ouvimos d’Ele tantas vezes por 2000 anos, por tanto tudo isso pode parecer brega. Mas quando refletimos sobre suas palavras podemos chegar à mesma conclusão que o famoso psicólogo Augusto Cury. Ele queria fazer uma análise psicológica dos grandes mestres e fundadores das religiões.  Quando ele leu o que Jesus dizia e fazia, e como se comportava, ele ficou admirado. Então disse que jamais alguém falaria como Jesus.

Não existe algo mais radical e fora do comum do que as palavras de Jesus. Pode não acreditar nelas, mas escrever algo mais sensacional é impossível. Trata-se ou da maior besteira, ou da maior sensação. O sucesso maravilhoso destas palavras na vida de milhões de pessoas indica que Jesus não era doido. E se você lê suas palavras com uma mente aberta descobrirá que são sensacionais.

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