David Kahnemann explica a burrice dos espertos
Nos últimos anos este homem fez uma descoberta muito desconfortável. Ganhou um prêmio Nobel porque finalmente conseguiu explicar algo que muitos já sabiam desde sempre: o ser humano é muito mais estúpido do que se considera. Especialmente as pessoas mais inteligentes! Kahnemann fez perguntas aparentemente simples para estudantes das melhores universidades americanas.
Nos últimos anos este homem fez uma descoberta muito desconfortável. Ganhou um prêmio Nobel porque finalmente conseguiu explicar algo que muitos já sabiam desde sempre: o ser humano é muito mais estúpido do que se considera. Especialmente as pessoas mais inteligentes! Kahnemann fez perguntas aparentemente simples para estudantes das melhores universidades americanas.
Um exemplo: um taco de beisebol mais uma bola custam cento e dez dólares. O taco custa cem dólar a mais que a bola. Quanto custa o taco,quanto custa a bola? Metade dos entrevistados respondeu que o taco custa cem dólares. Parece tão lógico que 50% dos estudantes supostamente mais inteligentes do país nem usavam seu raciocínio. Em vez disso eles simplesmente “achavam que era lógico”. Eles não calculavam de verdade, apenas achavam.
Se tivessem calculado diretinho, eles teriam descobertos que estavam errados. Se o taco custa cem dólares e a bola dez, ele seria apenas 90 dólares mais caro. A resposta certa é que a bola custa cinco dólares e o taco cento e cinco, cem dólares a mais que a bola. Ambos juntas custam cento e dez.
Uma pegadinha sim, mas ela mostra como estamos facilmente manipulados a pensar que algo é lógico, e por isso paramos de raciocinar. Deste jeito chegamos a uma conclusão errada. Muitas soluções não são nada lógicas, apenas parecem, mas não são.
Então a metade dos estudantes mais inteligentes que se graduam nas melhores universidades, os futuros gerentes do país, os grandes cientistas e professores de amanhã nem conseguem fazer um cálculo tão simples! Não porque eles são burros, mas porque estão “se estão achando”, pensando que sabem tudo.
Apresentei a mesma questão a um grande amigo meu, a um dos melhores advogados da minha cidade. Ele também disse logo que o taco custa cem dólares e a bola dez. Ele estava tão convencido que quase conseguiu me convencer que ele estava certo.
De repente comecei a duvidar da resposta certa. Fiquei confuso e inseguro. Será que existiam duas respostas? Demorei bastante e foi muito difícil para poder explicar que ele estava errado! Se fosse um jovem aluno meu, teria mostrado rapidinho o porquê, mas essa pessoa culta gerou respeito, então ficou mais difícil mostrar que estava pensando errado.
Demorou séculos para Kahnemann comprovar que as pessoas mais inteligentes muitas vezes chegam a conclusões totalmente erradas, porque eles acham que sabem tanto. Só porque alguém tem um título de doutor numa universidade famosa não significa que não precisa ter muito cuidado com aquilo que ele está apenas achando! A chance que ele esteja errado é muito grande. Suponho que assim funciona como diz o famoso ditado que “o orgulho precede a queda”.
O aparentemente lógico simplesmente não está sempre certo. Alguém que começa raciocinar baseado na premissa que milagres não existem vai logo descartar a Bíblia toda como conto de fadas, porque ele acha que logicamente não pode ser verdade. Como o bêbado que está procurando suas chaves apenas em baixo do farol, porque ele está certo que eles não podem estar no escuro.
Existem profissionais que não podem se permitir o luxo de um preconceito. Policiais, detectives, juízes e promotores precisam seguir qualquer pista. Um dos fundadores da faculdade de direito de Harvard, Simon Greenleaf, analisou as testemunhas dos evangelistas. Queria comprovar que são falsos, mas depois de uma análise profunda descobriu que devem ser verdadeiros.
Lee Stroebl estudou direito e tornou-se jornalista. Por muitos anos ele pesquisou casos de polícia em Chicago. Era ateu. Um dia começou analisar os evangelhos, não para ver o que tem de errado neles, mas para descobrir se são autênticos ou não. Hoje é seguidor de Jesus.
Um psicólogo e autor brasileiro analisou as palavras de Jesus com uma mente aberta. Chegou na conclusão que nunca existia um homem maravilhoso como Jesus.
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