Estes
dias fizeram um teste na faculdade de medicina de Harvard, uma das mais
renomadas do mundo. Pediram um grupo de radiologistas para procurar por nódulos
de câncer em radiografias. Depois de muitos anos de experiência estes especialistas
conseguem descobrir doenças em locais nas imagens que para nós parecem apenas
uma nuvem de cinza e branco. Os
radiologistas então examinaram as radiografias. Observação: em todas as
radiografias havia também uma imagem de um gorila...
Em
outro experimento mostraram uma gravação de um jogo de basquete entre um time
vestido de branco e o outro de preto. O objetivo era contar quantas vezes cada
time passou a bola. Nada fácil, porque os dois grupos estavam se movendo e
misturando continuamente. Precisava-se de muita concentração para contar os
passes. Após 30 segundos entrou um homem vestido de gorila no meio da quadra,
olhou em direção da plateia, bateu no seu peito, e foi embora.
O
mesmo aconteceu comigo no Facebook. Alguém postou uma foto de uma linda mulher
peituda. Embaixo estava escrito: você viu o gorila? Olhei de novo, e sim, atrás
dela havia um grande gorila sorrindo para mim!
Engraçado,
83% dos radiologistas não viram o gorila. 50% daqueles que estavam contando os
passes do time branco não o viu e 50% daqueles que estava observando o time em
preto também não. Eu que me acho bastante observador também não o vi.
Quantos
homens que estão assistindo um jogo de futebol têm maior dificuldade de se
lembrar de um pedido que suas esposas fizeram durante o jogo. Tal vez eles
respondam com um “sim”, mas a atenção está em outro lugar. As pessoas se
concentram simplesmente tanto numa coisa que não conseguem ver o que mais está
acontecendo ao redor deles.
O
mais assustador nestes testes é que quanto mais treinadas e espertas as pessoas,
tanto menos percebem o que não se encaixa naquilo que estão procurando. Um
policial que está procurando por pistas de um crime vai achar cabelos,
digitais, gotinhas de sangue e acessos remotos a uma rede de computadores. Mas,
com grande probabilidade ele não vai perceber que sua esposa entrou vestido com
fantasia de macaco dizendo que o almoço está pronto.
Do
mesmo jeito um cientista que está procurando por pistas para a evolução das
espécies dentro de um universo que ele acha que é um sistema fechado vai ter
grande dificuldade para ver o rosto de um criador sorrindo para ele. Há 50 anos
o número de cientistas ateus era ainda maior do que hoje em dia; graças aos
programas no DNA o número daqueles que vêm as pistas de um criador inteligente
é bem maior do que o número de radiologistas que conseguiram ver o macaco. Mas
a maioria simplesmente está cega pela falta de atenção devida à concentração na
Teoria da Evolução.
Os
alemães têm uma linda expressão “idiota de matéria”, o “Fachidiot”. Essa
palavra descreve uma pessoa que é fera na sua matéria, mas na vida diária ou em
outras matérias ela não sabe de nada. A pesquisa com os macacos parece
engraçada, mas infelizmente não é brincadeira e pode levar a consequências
desastrosas. Mostra de um jeito totalmente científico que pessoas inteligentes
com ótimo treinamento podem ser simplesmente cegas à realidade.
Só
porque uma maioria de cientistas que se estão achando muito espertos não vê um
criador inteligente não significa que não exista. Ao contrário. Quanto mais
espertas as pessoas tanto maior é o risco de que elas não estão percebendo
coisas óbvias. David Kahnemann ganhou um prêmio Nobel com suas pesquisas sobre
a burrice dos espertos. É simplesmente um fato cientificamente comprovado e
reconhecido que os espertos não são tão espertos como eles se acham.
Temos
biólogos que estão descobrindo as coisas mais maravilhosas sobre os seres vivos.
Nosso conhecimento progrediu muito e estamos começando a entender como a vida
funciona. Mas, estes mesmos cientistas talvez não saibam cozinhar e sabem pouco
de matemática e das leis da probabilidade, porque não é a matéria deles. É por
isso que apesar dos seus trabalhos maravilhosos eles se perdem tão facilmente
quando saem da ciência e começam a inventar teorias da evolução pré-históricas.
Só alguém que nunca entrou num cassino pode acreditar que a bola poderia cair
sempre nos números vermelhos.
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