Acharam a tumba de Jesus

David Cameron ficou muito famoso com seu filme “Titanic”.  Um romance trágico foi inventado para dar um toque mais romântico ao desastre histórico.  Agora o mesmo diretor usou o mesmo esquema para fazer um documentário sobre "a tumba de Jesus". A Wikipédia diz: “Os investigadores concluem que esta tumba guardaria os restos mortais da família de Jesus Cristo, baseados principalmente nas inscrições nas mesmas.


A Wikipédia continua: Dentre as inscrições encontradas no túmulo destacam-se:“Jesus filho de Joseph; José (um diminutivo de Joseph); Maria; Judah (ou Judas), filho de Jesus; Mariamne e Mara (mestre em aramaico).”

“Segundo François Bovon, professor de História da Religião na Universidade de Harvard, Mariamene ou Mariamne", era provavelmente o nome real dado a Maria Madalena.”

O que a Wikipédia não diz é que estes nomes foram tão comuns na Judéia como os nomes José da Silva e Maria Ferreira no Brasil. Até o mencionado nome hebreu “José, diminutivo de Joseph”, corresponde 100% com nome Brasileiro de “Zé, um diminutivo de José”! João e José estão apenas no décimo segundo e vigésimo segundo lugar na lista dos nomes mais populares de hoje, mas Jesus, ou “Yeshua” em hebreu, era um dos sete nomes mais populares na época, como Lucas e Luiza hoje no Brasil.

Se num cemitério perto da sua casa tiver um túmulo de um João, filho do Zé, marido da Maria, ninguém se interessaria. Mas, se um professor da USP aparecesse no Fantástico, dizendo que isso seria o túmulo do filho do Lampião e da Maria Bonita, e ainda dissesse que essa mulher provavelmente era a tia avó do ex-presidente Lula, de repente o suposto documentário começaria a ficar muito mais interessante!

Então David Cameron usou seu nome famoso, pelo “Titanic”, juntou o nome de Jesus e adicionou o nome “Harvard” para vender seu filme! Para despertar mais interesse ele ainda colocou a escandalosa Maria Madalena no enredo! Ela nem aparece na tumba, precisava-se de muita imaginação para chegar à conclusão que a Marianme era na verdade Maria Madalena!  Mas esse elemento de romance deixa o filme muito mais picante. Falta só Maria Madalena cantar “Ave Maria” com a voz de Ivete Sangalo...

O filme ficou meio chato, a pesar de ter incluído Maria Madalena, “na marra”. Mas quem sabe fazer filmes, também sabe que o tédio é um elemento típico de documentários. Então tiveram uma idéia genial: simplesmente classificaram o filme como documentário, para dar um toque de autenticidade!
Não é um comportamento profissional para um professor usar o nome da sua faculdade (Harvard) para dar valor a algo tão absurdo. Acho que o Sr. Cameron pagou muito bem pela participação nessa obra. Ou talvez fosse apenas uma brincadeira, quem sabe? Vocês querem brincar de Jesus e Maria? Ótimo, então vou fazer o papel da Maria Madalena...

Quanto melhor um ator finge ser outra pessoa tanto melhor ele é. Mas um professor de história não é um ator, seu trabalho é descobrir a verdade, e não inventá-la. Contudo, este caso não tem absolutamente nada a ver com ciência. Pode tratar seus fatos como fantasia. Porém, inventar seus fatos, e tratá-los como se fossem verdadeiros não é ciência, é ficção, ou fraude.

A idéia de que essa tumba teria sido a tumba de Cristo, e que a Mariamne teria sido Maria Madalena, simplesmente não é nada “provável”, mas 100% sensacionalista.  Cameron parece com o repórter Heidemann e seus diários. Não queria saber nada de fatos que poderiam contrariar a suposta grande descoberta.  

A propósito, porque será que José e Maria foram sepultados num tumulo caríssimo em Jerusalém a pesar de ser de uma família simples que morava em Nazaré? Isso não seria como enterrar o Lampião e a Maria num cemitério chique em São Paulo? Fala sério!

Resumindo: Jesus e o Titanic existiram mesmo.  Maria Madalena também existiu, e a tumba com essas inscrições provavelmente existe também. O resto é pura fantasia.

Minha recomendação: melhor assistir A paixão de Cristo” com Mel Gibson. Outro grande diretor que também usou um grande nome, mas conseguiu fazer um grande filme. Tratou os fatos com um mínimo de fantasia. Parecido com André Heller que usa o relato da secretária, ele usa apenas o relato bíblico. O oposto do filme de Cameron. Poderia dizer tratar-se de um documentário tornado um filme fascinante. Pois a vida real é muitas vezes o melhor filme.
Existe o testemunho de 500 pessoas que viram Jesus ressuscitado. Foi isso que mudou tudo para sempre. Se ele tivesse morrido e sepultado teria sido apenas mais um rabino doido. Mas de repente Jesus andava por ai, aparecia a um monte de pessoas, falava com eles, os convidava para se sentar, comer juntos e bater um papo.

Enquanto Jesus estava morto na tumba os discípulos ficaram quietos e escondidos. Não queriam chamar atenção de jeito nenhum. Apenas quando ele apareceu de novo nos 40 dias seguintes eles mudaram sua atitude milagrosamente de um momento para o outro.

Ver Jesus ressuscitado foi algo tão sensacional que eles perderam qualquer medo de falar dele e ser executado para isso. Seus seguidores mostraram isso claramente. Os mártires disseram “podem me matar, estão me fazendo um favor, porque me estão mandando para o céu!”

Um ótimo exemplo era Pedro. Negou Jesus várias vezes para escapar de problemas. Escondeu-se em casa e trancou as portas. Depois aconteceu algo que o fez sair e pregar, sem preocupação nenhuma para sua vida. Ele viu Jesus.

Paulo fez o mesmo. Matou os Cristãos, mas, de repente mudou completamente! Parou de matar os pregadores e colocou sua vida em risco pregando com eles. Todos eles tinham certeza absoluta que Jesus não estava morto, e que nos também podemos viver para sempre. 

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